Review: Valkyrie Profile - Covenant of the Plume

Valkyrie Profile é uma das grandes franquias da Square-Enix. Desenvolvido pela tri-Ace, fez sucesso nos antigos PSX e PS2, e a por último no NDS. E é sobre essa última versão que estarei falando nos parágrafos abaixo.

Covenant Of The Plume me surpreendeu graças à sua história adulta. Logo no começo Wylfred perde um de seus companheiros (o mais valioso deles, um amigo de infância) graças a um pacto que Wyl faz com Hel, a senhora do submundo de Nifelheim (o mundo dos mortos na mitologia nórdica), para que ele se vingue daquela que levou seu pai embora - A Valquiria. Apenas por seu uma história de vingança e ódio (coisa que, convenhamos, não se encontra todo dia em um rpg), o jogo ja foge do "previsível", porém VPCP tem muitos outros atrativos. O jogo possui personagem com personalidade formada, além de diálogos incrivelmente bem montados, da até gosto de ler cada uma das falas.


O sistema de batalha lembra o de Final Fantasy Tatics, mas com uma diferença. A batalha é feita em "dois momentos", o primeiro é onde você movimento seus personagens, como o usual do FFT. O segundo é onde a batalha realmente acontece! Quando você encontra um inimigo, e decide ataca-lo, o jogo abre outra tela e os personagens envolvidos podem fazer suas ações (o que é familiar para aqueles que tiveram o gosto de jogar Bahamut Lagoon para SNES). Durante a batalha temos lindos efeitos 2D e 3D, além de efeitos sonoros impecáveis, que te deixam ainda mais "dentro" da batalha!

Ainda dentro do sistema de batalha, o jogo te dá uma gama de possibilidades graças a um pequeno recurso: A Pena. Utilizar a pena em um aliado = dar super poderes para o mesmo. Chega a ser um tanto sem graça, o personagem se torna invencível, e capaz de matar inimigos em um ou dois acertos. Só que aí vem o grande porém da história, qualquer personagem que tenha usado (e abusado) desses super poderes, morrerá, no final da batalha, para SEMPRE. Sim, você nunca mais vai ver a cara dele. Logo, você pode terminar o jogo com diferentes personagens (ou com personagem NENHUM haha!!!), e com isso, abrir zeramentos diferentes. Para você ter noção, acredito que em 10h de jogo, cheguei a ter visto no MÍNIMO 10 personagens jogáveis diferentes (e tive que matar uma boa parte deles! Talvez eu seja um péssimo jogador =T).

O que é chateante no jogo, é que ele não aprofunda mais nas histórias dos personagens coadjuvantes, ou seja, eles passam sem deixar nenhuma marca no jogo, NINGUÉM sente falta deles, ou se sente, não expressa! É chateante, mas é entendível, ja que Wyl quer apenas matar a Valquiria custe o que custar. mas a personalidade de Wyl muitas vezes é contrária ao que o jogo quer passar. Muitas vezes o rapaz se mostra com uma atitude nobre e bondosa. Ou seja, quem tem o sangue frio para matar os personagens é VOCÊ jogador. Por que eu realmente acredito que Wyl não o faria!

VPCP também perde por não utilizar todos os recursos que o DS oferece! Por exemplo, o jogo não usa o touch screen do NDS pra nada!! Ele utiliza apenas como segunda tela. A touch screen deveria ter sido usado de alguma forma, mini games, fazer desenhos, what-EVER!

Mas ainda assim, acredito que esse tenha sido um dos melhores lançamentos da Square no ano de 2009. Eles reuniram uma boa história com uma qualidade sonora belíssima! VPCP tem seu charme dentre seus irmãos mais velhos. Ele realmente conseguiu deixar sua marca.



Desenvolvido por:tri-Ace / Square-Enix
Data de Lançamento: 16 de março de 2009
Notas:
Som:10.0
Ao meu ver, não da pra pedir mais do áudio do jogo. Músicas muito belas, além de efeitos sonoros impecáveis e incansáveis de se escutar!!
Gameplay: 8.0
O gameplay é dinâmico e divertido. Você pode mudar muitas coisas nos personagens, acrescentar novas skills/magias além do que eles chamam de "táticas de combate" que são skills que visam a paralização temporária dos inimigos, ou mesmo chamar a atenção dos inimigos para um personagem, fazendo eles o atacarem. Porém ele baseado apenas em batalhas e diálogos, o que fica um pouquinho cansativo!
Gráficos:9.0
Diversão 2D em cenários 3D, imagens belíssimas, mas pecam um pouco na repetitividade.
História: 9.0
Ja citei trechos da história no texto acima. Não merece 10 por causa da falta de profundidade na historia dos coadjuvantes. Como eu disse acima, eles passam despercebidos independente de ter passado muito ou pouco tempo com você.

Nota Final: 9.0


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